Regra nº 2: Cuide de si mesmo como cuidaria de alguém sob sua responsabilidade

Resenha: 12 Regras para a vida: Um antídoto para o caos
Resenha: 12 Regras para a vida: Um antídoto para o caos

Em sua regra nº 2, o autor das “12 regras para a vida” – Jordan B. Peterson – reflete sobre o porquê pessoas doentes não cuidam de sua recuperação como deveriam. Não tomam os medicamentos conforme prescritos pelos profissionais da saúde e, em casos mais extremos, mesmo após cirurgias e transplantes de órgãos – em processos muito dolorosos – parecem não fazer questão de contribuir para sua própria sobrevivência.

Crises financeiras, problemas pessoais, desemprego, infelicidade, somadas a uma doença grave podem culminar na perda de um sentido lógico na vida o que, por sua vez, leva as pessoas nessa situação a não se cuidar da forma que deveriam. Contudo, o autor apresenta para efeito comparativo, se a ocasião envolvesse o cãozinho de estimação dessa mesma pessoa – Como seria o comportamento dela?

Desenvolvimento Pessoal p/ Hoje!
12 Regras para a vida: Um antídoto para o caos

Desenvolvimento Pessoal para Hoje! – Cuide de si mesmo!

Chega-se a uma conclusão de que as pessoas se importam mais com o tratamento de seu animal de estimação do que com seu próprio tratamento. Não importa se as palavras pareçam inacreditáveis – muitas vezes as ações da pessoa provam isso. Os cuidados com a recuperação do animal são costumeiramente maiores do que os cuidados consigo mesmo. O autor provoca escrevendo que sob esse conjunto de fatos pode se depreender que as pessoas amam mais seus animais de estimação do que a si mesmas.

Peterson inicia sua longa dissertação sobre os motivos dessa postura autodestruidora, falando sobre a mudança de visão da humanidade a partir do advento da ciência objetiva, em detrimento de uma visão mais subjetiva do mundo – das nossas sensações, dos nossos sentimentos.

Ele fala sobre o sentimento de dor, que é algo subjetivo, mas quem será capaz de dizer que ela não é real, que ela não existe? Peterson comenta que esses sentimentos não são facilmente explicáveis pela ciência objetiva, mas são muito melhor compreendidos por romances, histórias, mitos.

PETERSON, Jordan B. 2018, p. 33, 12 Regras para a vida

“As verdades científicas vieram à tona apenas 500 anos atrás, com os trabalhos de Francis Bacon, René Descartes e Isaac Newton. Qualquer que fosse a visão de mundo adotada por nossos ancestrais antes disso não fora dada pelas lentes da ciência (…) Uma vez que somos tão científicos agora – e tão determinantemente materialistas – fica muito difícil para nós até mesmo entender que outras visões podem existir e, de fato, existem. Mas aqueles que existiram durante a época distante na qual os épicos fundamentais da nossa cultura emergiram estavam muito mais preocupados com as ações que ditavam a sobrevivência (e com a interpretação do mundo de forma comensurada com esse objetivo) do que com qualquer outra coisa que se aproximasse do que agora entendemos como a verdade objetiva. Antes do nascimento da visão científica do mundo, a realidade era interpretada de maneira diferente. O Ser era compreendido como um lugar de ação, não de coisas. Era compreendido como algo mais semelhante a uma história ou drama.

O domínio não da matéria, mas do que importa

Neste tópico, o autor coloca que os elementos primordiais do domínio da vida (“do que importa”) são a ordem e o caos, que definem o conhecido e o desconhecido. O caos seria o domínio da ignorância, é o inexplorado – nas palavras do autor – “o lugar onde você vai parar quando tudo dá errado” enquanto a ordem é o reconfortante, o planejado, o calendário, o relógio – é quando “o comportamento do mundo se iguala as nossas expectativas e nossos desejos”.

A importância da ordem se mostra grandiosa, pois é lá que conseguimos pensar no longo prazo. No entanto, o caos é liberdade, em certa medida, é também tentar o novo. Existe um equilíbrio possível entre esses dois elementos – e é lá que devemos estar. Importante parêntese, nesta altura o autor faz a analogia do caos com a história de Pinóquio e suas provações para se tornar um ser humano, além de diversos exemplos de situações onde o caos surge em nossas vidas – impossível não se relacionar com várias delas.

Diferente do mundo material (mundo dos objetos), na realidade da ordem e do caos, tais elementos não estão estáticos, eles são vivos. E Peterson disserta que sempre os “elementos mais significativos do nosso ambiente de origem eram as personalidades, e não coisas, objetos ou situações”. Logo, o mundo social habitado por pessoas e cheio de personalidades é o nosso habitat natural há milênios, há muito mais tempo do que o mundo racional. De modo que categorias como o dual masculino e feminino são a base para concepções até mesmo dos objetos inanimados e das criações de mitos e religiões.

PETERSON, Jordan B. 2018, p. 43, 12 Regras para a vida

“Todos temos uma sensação palpável do caos espreitando em tudo o que nos é familiar. É por isso que entendemos histórias estranhas e surreais como Pinóquio, A Bela Adormecida, O Rei Leão, A Pequena Sereia e a A Bela e a Fera, com seus cenários eternos de conhecido e desconhecido, mundo e submundo. Já estivemos nesses dois lugares muitas vezes: às vezes por casualidade, às vezes por escolha.

Peterson diz que compreender essa lógica faz com que o conhecimento sobre seu corpo e alma se alinhe com o do seu intelecto. Algumas coisas estão sob o nosso controle e outras, não. Essa realidade é comum a todos os seres humanos e por isso compartilhamos lendas, mitos, sentimentos, emoções e a riqueza do que é viver.

12 regras para a vida - Desenvolvimento Pessoal para Hoje!

Desenvolvimento Pessoal para Hoje! – Equilíbrio entre a ordem e o caos

PETERSON, Jordan B. 2018, p. 44, 12 Regras para a vida

“Dominar essa dualidade fundamental é ser equilibrado: ter um pé firmemente plantado na ordem e na segurança e outro no caos, na possibilidade, no crescimento, na aventura. Quando a vida repentinamente se revela intensa, arrebatadora e significativa; quando o tempo passa e você está tão absorto no que está fazendo que sequer percebe – é nesse exato momento que você está localizado bem na fronteira entre a ordem e o caos.”

O autor faz então a análise do mito fundador do cristianismo, falando sobre a serpente no Jardim do Éden – representação do caos inserido na ordem, que é o paraíso. História que corrobora para a ideia de que até mesmo o local mais seguro pode estar vulnerável ao caos repentino.

PETERSON, Jordan B. 2018, p. 47, 12 Regras para a vida

“pior de todas as serpentes possíveis é a eterna inclinação humana para o mal. A pior de todas as serpente possíveis é psicológica, espiritual, pessoal e interna.”

Nesse contexto, o autor passa a defender o pensamento de que como é impossível nos vermos livres no mal, das situações caóticas, o melhor a se fazer é tornar aptos os seres que estão sob os seus cuidados do que protegê-los. Jordan B. Peterson faz então a pergunta aos que são pais: “vocês querem fazer com que seus filhos estejam seguros ou que sejam fortes?

Ainda refletindo sobre o mito de Adão e Eva no Paraíso, o escritor fala sobre, após comerem o “fruto proibido”, descobrirem sua autoconsciência e de imediato perceberem-se nus e envergonhados por isso – diante dessa fragilidade. Nota-se que o ser humano passa a conceber, segundo o autor, que a beleza envergonha a feiura, que a força envergonha a fraqueza e que a morte envergonha a vida. O que é o Ideal envergonha a nós todos.

Ainda sim, não devemos abrir mão dos nossos padrões de perfeição, por mais inalcançáveis que sejam, pois é o preço que temos de pagar por ter a capacidade de almejar, realizar e ambicionar.

No fim da segunda “regra para a vida” Peterson faz a ligação entre a pergunta inicial “porque as pessoas amam mais seus animais de estimação do que a si mesmas?” e o mito do Jardim do Éden, e justifica explicando que nós seres humanos julgamos que não merecemos cuidados por sermos criaturas “indefesas, feias, envergonhadas, assustadas, vem valor, covardes, rancorosas…” Conforme nos mostra a história do Paraíso.

Esse descaso representa a nossa reprovação da humanidade. Nós conhecemos o quanto podemos ser maus como espécie. E conhecemos, melhor ainda, quanto nós mesmos podemos ser maus. A capacidade racional e ordenada de infligir dor propositalmente em outro humano – não é algo da natureza, mas especialmente da espécie humana. “Apenas o homem infligirá o sofrimento para fins de sofrimento.” Essa é a definição do mal.

De modo que a culpa existencial permeia a experiência humana. Isso explica o doente não ficar completamente comprometido com o próprio cuidado. Para que consigamos cuidar de nós mesmos como cuidamos de outros temos de sentir orgulho da nossa existência. Viver de forma a acreditar que merecemos os melhores cuidados.

PETERSON, Jordan B. 2018, p. 62, 12 Regras para a vida

“Há muitas maneiras como as coisas podem dar errado ou deixar de funcionar completamente, e são sempre as pessoas machucadas que as mantêm funcionando. Elas merecem uma admiração genuína e profunda por isso. É um milagre contínuo de coragem e perseverança

A compaixão com os seres humanos deve ser o combustível para diminuir esse autodesprezo consciente. Nós merecemos respeito, nossa história humana merece respeito. De forma que temos obrigação moral de cuidarmos de nós mesmos. Peterson cita Nietzsche para influenciar nossa busca por sentido e por moral elevada: “Aquele cuja vida tem um porquê, pode suportar quase todos os comos.”

Então, “Cuide de si mesmo como cuidaria de alguém sob sua responsabilidade

Se quiser ler as outras resenhas sobre os demais capítulos do livro:
12 Regras para a vida: Um antídoto para o caos (Jordan B. Peterson)

Resenha : Um Antídoto para o Caos (clique aqui)
Prefácio : Norman Doidge 12 Regras para a Vida (clique aqui) 
Introdução : 12 Regras para a Vida (clique aqui)
Regra nº 1 : Costas eretas, ombros para trás (clique aqui)
Regra nº 2: Cuide de si mesmo como cuidaria de alguém sob sua responsabilidade (clique aqui)

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Regra nº 1: Costas eretas, ombros para trás

Resenha: 12 Regras para a vida: Um antídoto para o caos
Resenha: 12 Regras para a vida: Um antídoto para o caos

O autor abre seu livro com a regra relativa à autoconfiança. No entanto, Jordan B. Peterson o faz com uma comparação do comportamento das lagostas, isso mesmo o crustáceo avermelhado. Peterson comenta sobre a biologia desse animal trazendo consigo a informação de que o cérebro da lagosta já foi mapeado e amplamente estudado, o que permitiu fazer alguns paralelos com o cérebro humano.

A grande analogia é em relação ao sistema de hierarquia do mundo animal em comparação com o nosso. As disputas territoriais e para fazer parte do topo da pirâmide hierárquica se fazem presentes tanto no mundo animal quanto nas relações humanas – São comportamentos inatos, e fazem parte do mecanismo de seleção natural das espécies.

Peterson comenta sobre as cambaxirras, pássaros comuns na América do Norte, que também apresentam inúmeras ferramentas para garantir a manutenção de seu território. Sua reflexão sobre lagostas, cambaxirras, galinhas e – inclusive seres humanos – é de que somos (nós seres vivos do planeta Terra) obcecados por status e posição hierárquica.

PETERSON, Jordan B. 2018, p. 04, 12 Regras para a vida

“Os pássaros mais astutos, fortes, saudáveis e afortunados ocupam o território nobre e o defendem. Por causa disso, há  uma chance maior de que atraiam parceiras de alta qualidade para gerarem uma ninhada de filhotes que vai sobreviver e crescer. Estar protegido do vento, da chuva e de predadores, assim como ter acesso fácil a alimentação melhor, proporciona um existência muito menos estressante. O território é importante, e há poucas diferenças entre direitos de território e status social. Geralmente é uma questão de vida ou morte”

As crises atingem primeiro a camada da população que se encontra na base hierárquica, enquanto a camada superior tem maiores chances de sobrevivência. Outro fator a ser adicionado a equação é o de que as melhores posições são sempre escassas, logo os conflitos se tornam consequências lógicas.

Passa a haver uma nova problemática – Como ganhar ou perder sem que as partes discordantes incorram em grande perda? – já que um terceiro concorrente pode se beneficiar da disputa sangrenta entre os outros dois competidores combalidos.

No decorrer dos milênios a natureza criou então formas de que nem sempre a batalha seja de vida ou morte, estabelecendo alguma harmonia social entre os concorrentes. No livro o autor, entre outros exemplos, cita o lobo, que quando derrotado se deita de costas e apresenta sua garganta ao ganhador, demonstrando submissão em decorrência de ter perdido a batalha. Tais comportamentos que visam harmonizar as relações sociais existem por todas as comunidades de seres vivos.

12 regras para a vida - Desenvolvimento Pessoal para Hoje!
Desenvolvimento Pessoal para Hoje! – Hierarquia de Dominância entre os Lobos

De volta às lagostas, elas, quando expostas à situações de conflito, apresentam estágios de comportamento. No “nível 1” elas se estudam e observam o tamanho e estado de saúde da adversária. Ao passar ao “nível 2” elas irão investir uma contra a outra buscando a intimidação da concorrente. Caso se chegue em um terceiro nível, haverá o combate físico. O objetivo é atingir as costas da adversária, seu ponto fraco e vulnerável. Em um quarto estágio a batalha se torna muito arriscada e uma questão de vida ou morte.

A nuance mais importante da “batalha das lagostas” é a questão química que envolve a vitória ou a derrota. A derrotada perderá a confiança por dias, o seu nível de serotonina cairá à níveis muito baixos. A mudança cerebral que pode ocorrer entre uma lagosta, ora dominante, que passa a ser derrotada é quase uma dissolução completa e um renascimento A perda total de confiança.

Como mencionado, o nível de serotonina é um fator muito importante no processo de autoconfiança – tanto das lagostas, quanto dos seres humanos. A serotonina e a octopamina são elementos químicos que influenciam nesse processo, um balanço favorável de serotonina estabelece que uma pessoa será autoconfiante e contará com uma postura ereta. O processo contrário também é verdadeiro e compõe as características da derrotada. Os medicamentos para depressão agem nessas estruturas químicas, por exemplo.

Princípio da Distribuição Desnivelada

12 regras para a vida - Desenvolvimento Pessoal para Hoje!

Desenvolvimento Pessoal para Hoje! – Distribuição Desnivelada

As probabilidades estatísticas também estão ao lado das lagostas vitoriosas, quanto mais vitórias mais chances de voltar a vencer – e o contrário também é válido. A máxima de “o vencedor leva tudo” vale para as lagostas e para os homens. Peterson trata então da distribuição desnivelada entre as pessoas de suas qualidades, dinheiro, vantagens físicas – não existe uma distribuição igualitária, nem perto disso – uma pequena porcentagem das pessoas dominam amplamente qualquer área de atuação profissional, por exemplo.

Um excelente panorama sobre o assunto se dá na análise dos compositores clássicos – Bach, Beethoven, Mozart e Tchaikovsky – que somente esses quatro compuseram quase a totalidade das músicas tocadas pelas orquestras modernas. E dentro desse escopo, apenas uma pequena parte da obra desses mesmos autores é amplamente difundida – novamente um reflexo da máxima “o vencedor leva tudo”.

O princípio: “o vencedor leva tudo” pode ser compreendido como Lei de Price (pesquisador que descobriu a aplicação do princípio à ciência em 1963), ou ainda, como a Lei de Pareto – estudioso Italiano que descobriu a aplicabilidade do princípio na distribuição de riquezas no início do século XX. Essa regra se aplica há muitos outros campos, como à população das cidades, à massa dos corpos celestes, à frequência de palavras usadas em um idioma, entre outros.

Nesse ponto da Regra nº 1 Costas eretas, ombros para trás – O autor faz referência à estabilidade da hierarquia das lagostas e de como as fêmeas utilizam a mesma estrutura hierárquica para escolher o macho do topo da pirâmide social para ser seu parceiro. Cabe mencionar que o autor compara o livro “Cinquenta tons de cinza” com a fábula da “Bela e a fera” durante a explanação, exaltando o romance arquetípico condensado em tais obras.

Nas relações de seres vivos, desenvolvidas há milênios, se valer exclusivamente a força física como atributo para atingir o topo da hierarquia se mostra mais frágil do que possuir habilidades de convivência harmônica entre seus pares. Posto isso, fato é que as lagostas fêmeas escolherão aquela lagosta macho do topo hierárquico, ou seja, mais uma vez o princípio “vencedor leva tudo” – ou princípio de Pareto.

Peterson aponta que as lagostas existem há 350 milhões de anos, ou seja, já se provaram fortes o suficiente contra o teste do tempo. Logo, o sistema de hierarquia de dominância é uma característica presente há milênios nos seres vivos do nosso planeta, uma característica permanente do ambiente. A evolução biológica é lenta e gradual – quando algo evolui sempre é construído a partir do que a natureza já produziu.

É nítido que a natureza trabalha muito mais com a permanência das coisas, do que com as transformações. No entanto, parece que só conseguimos reparar nas mudanças.

PETERSON, Jordan B. 2018, p. 12, 12 Regras para a vida

“(…) A evolução funciona através da variação e da seleção natural. A variação existe por vários motivos, incluindo a reorganização dos genes (pra dizer de forma simples) e a mutação aleatória. Os indivíduos variam em uma espécies por esses motivos. A natureza escolhe entre eles ao longo do tempo. (…) Mas há outra razão espreitando sob a superfície: o que é exatamente a “natureza” na “seleção natural”? O que é exatamente o “ambiente” ao qual os animais se adaptam? Criamos muitas hipóteses sobre a natureza – o ambiente – e isso trás consequências. Mark Twain disse certa vez: “O que nos causa problemas não é o que não sabemos. É o que temos certeza que sabemos e que, ao final, não é verdade.”

A natureza não é estática. Ela é estática e dinâmica ao mesmo tempo. O ambiente também varia e se transforma no decorrer do tempo. Peterson fala que é a aptidão que é selecionada, apto seria a combinação entre o atributo do organismo com a demanda do ambiente. Ocorre que a demanda do ambiente também é mutável – e são muitas varáveis a se considerar – em consequência, não há um “destino” visível para a seleção natural.

Peterson faz um paralelo entre a estática e dinâmica da natureza e o conceito principal do livro – o ordem e o caos – “Yin e Yang” – e essa fusão de princípios nos diz que a ordem mais real é aquela que é mais imutável. Logo, a hierarquia de dominância, embora difícil de ser observada, é algo permanente em nossa história e a tendência é de que continue sendo.

PETERSON, Jordan B. 2018, p. 15, 12 Regras para a vida

“A ordem que se insere no caos e na ordem do Ser é cada vez mais “natural” conforme perdura por mais tempo. Isso porque “natureza” é “aquilo que seleciona”, e quanto mais tempo uma característica tem existido, mais tempo teve para ser selecionada – e para moldar a vida. Não importa se a característica é física, biológica, social ou cultural. Tudo o que importa, sob uma perspectiva darwinista, é a permanência – e a hierarquia de dominância, embora possa parecer social ou cultural, está presente há cerca de meio bilhão de anos. É permanente. É real. (…) é um aspecto quase eterno do ambiente (…) Nós temos vivido em uma hierarquia de dominância há muito, muito tempo. Estávamos lutando por posições antes mesmo de termos pele, mãos, pulmões ou ossos. Não há quase nada mais natural do que a cultura. As hierarquias de dominância são mais velhas do que as árvores.”

Jordan B. Peterson passa a comentar sobre as características que representam a hierarquia de dominância em sua base, posição prejudicial. Estresse alto, gasto de energia alto para lidar com situações que exijam atenção, baixa expectativa de vida, são características presentes nessa posição sem privilégios. Além dos sinais externos, postura corporal com a cabeça para baixo e os ombros caídos, que possuem ligação direta com os níveis de serotonina no nosso corpo.

Ele menciona que a “calculadora de nossa hierarquia” que existe em nosso cérebro afeta nossos níveis de dopamina – referenciando a importância de como nos enxergamos no mundoAutoconfiança. O estresse é algo extremamente presente nos graus mais baixos de hierarquia, ele piora todos os parâmetros de nossa vida, nos tornando pessoas impulsivas e imprudentes. Ao contrário, nos altos graus de hierarquia somos seguros, produtivos e amparados por apoio social. Nesse status somos confiantes, calmos e com as costas eretas e ombros para trás.

Nesse ponto, o autor defende a valorização das rotinas e hábitos que tiram a complexidade desses atos, tornando a vida mais segura, previsível e certamente mais produtiva. Sono, alimentação, vida profissional, são, então, fatores a serem muito observados para que consigamos melhor qualidade de vida.

Ciclos de feedback positivo (aqueles se retroalimentam) tem uma capacidade, tanto para o bem, quanto para o mal, de potencializar nosso “eu interno” e afetar nossa confiança. Hábitos angulares também vão de encontro a essa ideia.

Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé!

Peterson coloca que as pessoas que sofreram “bullying”, muitas vezes, o sofreram por não conseguirem revidar. O temperamento compassivo e abnegado trás consigo uma carga emocional que favorece que a pessoa se torne alvo de ataques psicológicos. Ele inclui também as pessoas que creem que todas as formas de agressão, incluindo sentimentos de raiva, são totalmente erradas.

PETERSON, Jordan B. 2018, p. 24, 12 Regras para a vida

“No entanto, as forças psicológicas nunca são unidimensionais em seu valor, e seu potencial verdadeiramente terrível de raiva e agressão para produzir crueldade e desordem é equilibrado pela habilidade daquelas forças primordiais de revidar opressão, falar a verdade e motivar um movimento resoluto à frente em tempos de luta, incerteza e perigo.”

O autor diz que “Se você consegue morder, geralmente não precisa fazê-lo”, em recomendação a que não sejamos ingênuos e não restrinjamos nossa capacidade de sentir raiva contra injustiças. Essa disposição do indivíduo para se defender protege todos os outros da corrupção da sociedade e da tirania.

O escritor conclui esse tópico dizendo que há bem pouca diferença entre a capacidade para desordem e a destruição , integradas, e a força de caráter. Essa seria uma das lições mais difíceis da vida – segundo ele.

Por fim, seja autoconfiante – corrija sua postura – não aquela de lagosta derrotada com um baixo nível de serotonina, mas sim, a postura ereta, com os ombros para trás, pois seu cérebro lhe dará a resposta química de que você precisa.

Alimente os ciclos de feedback positivos (que são como juros compostos) – tal como a lei de Price e o princípio de distribuição de Pareto nos mostram – já que aqueles que começam a ter, provavelmente terão mais.

Expressão corporal – apresente-se como um vitorioso – pois o mundo reagirá a essa informação, as pessoas ao seu redor responderão a esse estímulo. Assuma a responsabilidade, “carregue sua cruz”, a reação que temos diante de um desafio indica, desde logo, nossa possibilidade de sucesso.

PETERSON, Jordan B. 2018, p. 29, 12 Regras para a vida

“Então, preste muita atenção em sua postura. Pare de se curvar e ficar se arrastando. Fale o que pensa. Apresente seus desejos como se tivesse direito a eles – pelo menos o mesmo direito que os outros. Caminhe de cabeça erguida e olhe firmemente para frente. Ouse ser perigoso. Encoraje a serotonina a fluir plenamente através dos caminhos neurais, sedentos por sua influência calmante.”
12 regras para a vida - Desenvolvimento Pessoal para Hoje!

Desenvolvimento Pessoal para Hoje! – Costas eretas, ombros para trás

Jordan B. Peterson encerra sua primeira regra para a vida com a seguinte mensagem: “Busque sua inspiração na lagosta vitoriosa, com seus 350 milhões de anos de sabedoria prática. Levante a cabeça, mantenha as costas eretas e ombros para trás”.

Se quiser ler as outras resenhas sobre os demais capítulos do livro:
12 Regras para a vida: Um antídoto para o caos (Jordan B. Peterson)

Resenha : Um Antídoto para o Caos (clique aqui)
Prefácio : Norman Doidge 12 Regras para a Vida (clique aqui) 
Introdução : 12 Regras para a Vida (clique aqui)
Regra nº 1 : Costas eretas, ombros para trás (clique aqui)
Regra nº 2: Cuide de si mesmo como cuidaria de alguém sob sua responsabilidade (clique aqui)

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Introdução: 12 Regras para a Vida: Um Antídoto para o Caos – Jordan B. Peterson

12 regras para a vida: Um antídoto para o caos. Desenvolvimento Pessoal : Aprimoramento do Corpo, Mente e Espírito
Introdução – 12 regras para a vida: Um antídoto para o caos.

Na Introdução da obra 12 Regras para a vida: um antídoto para o caos, o autor, Jordan B. Peterson, estabelece que a semente para a ideia do livro veio de um site chamado “Quora”, que consiste basicamente em uma rede social com um apanhado de perguntas e respostas com os quais seus colaboradores vão interagindo e dando seu feedback em relação aos questionamentos e às respostas. Em 2012, Peterson utilizou o site e obteve em algumas respostas relativa popularidade na rede social. Sua mais bem pontuada reflexão foi – Quais são são as regras máximas que todos deveriam saber?

O Psicólogo Canadense baseou sua mensagem no “Quora” na linha argumentativa de que a busca correta do indivíduo não deveria ser simplesmente pela “felicidade”, mas sim que o objetivo tinha de ter relação com o desenvolvimento do caráter frente ao sofrimento, e não necessariamente com o conceito padrão de felicidade.

Peterson trabalhou por mais de uma década no seu primeiro livro, “Maps of Meaning: The Arquitecture of Belief” (tradução livre: Mapas do Sentido: A Antropologia das Crenças), e essa obra serviu de alicerce para muito do que veio a se tornar o “12 Regras para a vida”. O autor descreve que o processo de criar o primeiro livro foi fundamental para atingir suas conclusões complexas presentes na segunda obra. Inclusive relata que quando iniciou o projeto do 12 Regras para a vida acabou percebendo que tinha muito mais a dizer sobre cada “regra”. Desde história, mitologia, neurociência, psicanálise, psicologia infantil, poesia e até mesmo a Bíblia, já que ele havia pesquisado por muito anos diversas áreas do conhecimento humano.

“Descrevi como cheguei a crença de que os elementos constitutivos do mundo como um teatro eram a ordem e o caos, e não coisas materiais”
(PETERSON, 2018, Introdução, p.XXVIII, 12 Regras para a vida)

Jordan B. Peterson faz o paralelo entre “yin e yang” – símbolo taoista – e a ordem e o caos no nosso cotidiano. Ele alerta que para os taoistas o significado da vida se encontra no limite entre ordem e caos, logo, entreyin e yang”.
Ele não está na ordem previsível, tampouco no caos arbitrário.

“Caminhar nesse limite é permanecer no caminho da vida, o Caminho Divino. E isso é muito melhor do que a felicidade.”
(PETERSON, 2018, Introdução, p.XXIX, 12 Regras para a vida)

A agente literária que auxiliou Peterson a escrever o livro pediu a ele que criasse uma espécie de guia, e ele imediatamente se lembrou de sua postagem bem sucedida no “Quora”.

No decorrer de sua escrita, Peterson compreendeu de que maneira os sistemas de crenças compartilhadas tornavam as pessoas inteligíveis entre si – simplificavam o mundo -, de modo que elas se dedicariam com muito afinco para não permitir que sua visão de mundo se torne incoerente para elas mesmas. Esses sistemas de crenças compartilhadas as protegem do caos de ver seu mundo sem valor e sem importância.

Esses sistemas de valores culturais podem entrar em choque com outros sistemas de regras, e isso gerará conflito. O século XX foi o período no qual esse choque de sistemas de crenças teve como resultado guerras e um número de mortes humanas incomparável com outros períodos considerados até mesmo “menos civilizados”. Porém, Jordan B. Peterson não vê o simples abandono do sistema de valores ocidental como uma solução melhor, pois o que nasce disso é a falta de sentido nas nossas vidas.

O dilema entre o conflito e a dissolução psicológica e social, não permitiu, em um primeiro momento, que Peterson percebesse uma terceira via. Essa terceira via, para o autor, se tratava da elevação e do desenvolvimento do indivíduo com a aceitação da responsabilidade e do sofrimento inerente à vida humana.

“(…) e eu não tenho a história toda. Estou simplesmente oferecendo o melhor que posso”
(PETERSON, 2018, Introdução, p. XXXIV, 12 Regras para a vida)

O autor, no fim da parte introdutória, manifesta seu reconhecimento de que não conseguirá responder a todas as perguntas sobre como lidar com a vida, mas que fará o seu melhor. Ele conta que esboçou a ideia do livro com as 40 perguntas que havia respondido no “Quora”, que posteriormente se tornaram 25… 16… e, finalmente, 12 regras. Peterson fala sobre o título de sua obra “12 regras para a vida: Um antídoto para o caos”, que, como mencionei, pode gerar um certo preconceito com o livro, por remetê-lo a prateleira de auto-ajuda. 
Encerro a análise minuciosa da introdução dessa obra literária com duas citações do autor que cristalizam seu pensamento.

“(…) que as pessoas precisam de princípios ordenadores e que, de outra maneira, o caos começa a acenar. Precisamos de regras, padrões, valores – sozinhos e coletivamente. (…) Precisamos de rotina e tradição. Isso é ordem. (…) Cada uma das 12 regras deste livro – e as histórias que as acompanham -, portanto, oferece um guia para se estar lá. “Lá” é a linha divisória” entre a ordem e o caos. É lá onde somos suficientemente estáveis, exploradores, transformadores, reparadores e cooperadores.”
(PETERSON, 2018, Introdução, p.XXXIV, 12 Regras para a vida)

“(…) a  alma do indivíduo anseia, eternamente, pelo heroísmo do Ser genuíno e que a disposição para assumir essa responsabilidade é idêntica à decisão de viver um vida significativa”
(PETERSON, 2018, Introdução, p.XXXV, 12 Regras para a vida)

Se quiser ler as outras resenhas sobre os demais capítulos do livro:
12 Regras para a vida: Um antídoto para o caos (Jordan B. Peterson)

Resenha : Um Antídoto para o Caos (clique aqui)
Prefácio : Norman Doidge 12 Regras para a Vida (clique aqui) 
Introdução : 12 Regras para a Vida (clique aqui)
Regra nº 1 : Costas eretas, ombros para trás (clique aqui)
Regra nº 2: Cuide de si mesmo como cuidaria de alguém sob sua responsabilidade (clique aqui)

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Para os leitores que tiverem interesse em conhecer o Quora (clique aqui)!

Contar seus planos, ou mantê-los em segredo?

Desenvolvimento Pessoal para Hoje
Contar seus planos, ou mantê-los em segredo?

Algo que é muito discutido em tempos de grande exposição nas redes sociais é o quanto é proveitoso (ou não) expor todos seus objetivos, planos e metas de vida para um “sem número” de pessoas.

Existe um clichê presente em livros e/ou palestras de que se deve esconder da maior parte das pessoas seus desejos e planos para evitar que recaiam sobre eles sentimentos negativos. Parece uma concepção pessimista da humanidade e das pessoas que orbitam ao nosso redor. Acho até compreensível tal pensamento, no entanto, nem sempre me parece o mais efetivo com o intuito de nos aproximar dos nossos sonhos.

Óbvio que se deve conhecer as pessoas com as quais se conversa e sobre quais assuntos. Sabemos que muitos realmente desejam o pior para seus conhecidos. Contudo, penso ser uma minoria.
Com esse “sensor de negatividade” ligado, evitando manter essa minoria de pessoas no círculo social mais próximo, vejo grandes vantagens em compartilhar seus objetivos com família, amigos e até mesmo conhecidos de menor proximidade.

Pense no caso de alguém que busca o emagrecimento (um desejo de 9 em cada 10 pessoas, aproximadamente – risos). Conversar sobre seu objetivo a obriga a manter o engajamento na academia e dieta, por exemplo. Essa mentalidade e a argumentação sobre sua meta a relembrará dos motivos pelos quais iniciou essa mudança de hábitos. Haverá então, o engajamento pessoal e coletivo, que pode ser muito positivo, no intuito de alertá-la sobre sua meta e também de dissuadir possíveis convites para churrascos e bebedeiras muito frequentes.

Esse “mindset” – palavra da moda – é muito poderoso, e pode perfeitamente ser aplicado para seus objetivos profissionais, de estudos, artísticos…. Enfim, quaisquer resultados que se pretenda alcançar pode ser calcado no compartilhamento de seu desafio e até mesmo da angústia com possíveis reveses.
Por fim, defendo que caso você se cerque de pessoas que desejam seu bem, revelar suas metas pode ser um importante impulso para seguir em frente e conquistar seu objetivo.

Regras, Leis e Costumes

Código de Hamurabi - Mesopotâmia
Desenvolvimento Pessoal - Regras - 12 Regras para a vida: Um antídoto para o caos
Código de Hamurabi – Mesopotâmia, por volta do século XVIII a.C.

Aristóteles, de forma similar, em vez de se desesperar 
com essas diferenças nos códigos morais
, argumentou 
que embora regras, leis e costumes específicos
variem de lugar a lugar, o que não varia é que em todos os lugares os seres humanos, por sua natureza, possuem uma inclinação para criar regras, leis e costumes. Colocando isso em termos modernos, parece que nós, seres humanos somos por algum tipo de dom biológico, tão intrinsecamente preocupados com a moralidade que criamos uma estrutura de leis e regras onde quer que estejamos. A ideia de que a vida humana pode ser livre de preocupações morais é fantasiosa
(PETERSON, 2018, Prefácio, p. XXI, 12 Regras para a vida)

Prefácio – Norman Doidge

Prefácio - 12 Regras para a vida: Um antídoto para o caos - Jordan B. Peterson
Prefácio – 12 Regras para a vida: Um antídoto para o caos

Achei mais conveniente analisar a obra realmente pelo começo, quer seja destacando o prefácio escrito pelo Psiquiatra Norman Doidge, autor do livro “O cérebro que se transforma”. Norman além de contar como conheceu Jordan B. Peterson, indicando que o Peterson é uma figura deveras espirituosa com um ar de “caipira canadense”, também tece importantes comentários sobre a obra de seu amigo.

Norman debate sobre a necessidade da humanidade de criar, e se sujeitar, a regras abstratas mesmo com as particularidades de cada um. Mas é uma pergunta retórica, a qual o mesmo responde dizendo que as melhores regras não limitam, mas ao contrário, nos libertam para uma vida plena e livre.

“(…) sem regras rapidamente nos tornamos escravos das nossas paixões – e não há nada de libertador nisso” 
(PETERSON, 2018, Prefácio, p. VI, 12 Regras para a vida)

O autor do prefácio explica que Jordan B. Peterson se tornou um intelectual público pela sua inteligência e capacidade de transmitir emoção. Ambos eram professores de Psicologia pela Universidade de Toronto, e Norman exalta o gosto de Peterson de ser contraditado por outras pessoas e iniciar um diálogo a partir disso. Outro destaque citado é sua busca por utilizar seu conhecimento para algo prático da vida das pessoas.

“Ideologias são ideias simples, disfarçadas de ciência ou filosofia, que pretendem explicar a complexidade do mundo e oferecer soluções para aperfeiçoá-lo. Os ideólogos são pessoas que fingem saber como “fazer um mundo melhor” antes de organizarem o próprio caos interior”  (PETERSON, 2018, Prefácio, p. XIII, 12 Regras para a vida)

Ainda no prefácio há a descrição de como são cativantes as aulas de Peterson e da amplitude de sua contribuição para a jovem geração de seus alunos, que vai além da universidade, vez que muitas de suas aulas estão disponíveis na internet para o mundo.

“(…) Ele alertava os seus alunos sobre assuntos raramente debatidos na universidade, tais como o simples fato de que todos os antigos, de Buda aos autores bíblicos, sabiam aquilo que qualquer adulto vivido sabe: que a vida é sofrimento” (PETERSON, 2018, Prefácio, p. XV, 12 Regras para a vida)

Norman reverencia o sucesso nas redes sociais que Peterson conquistou, e a qualidade de suas palestras. Ele apresenta dois fatores como cruciais para a desorientação das novas gerações, que Peterson busca auxiliar.
Um: entendimento de que a moralidade é relativa. O que gera o nilismo e o desespero.
Dois: ataques aos livros clássicos na universidade – Teoria Crítica.

“Quando os gregos antigos velejaram para a Índia e
outros lugares, também descobriram que regras, morais e costumes diferiam em cada local, e viram que a explicação para o que é certo e errado era geralmente enraizada em alguma autoridade ancestral. A resposta grega não foi o desespero, mas uma nova invenção: a filosofia” (PETERSON, 2018, Prefácio, p. XX, 12 Regras para a vida)

Ao fim do prefácio, Norman diz categoricamente que somos “animais morais” e refere que a obra de Jordan B. Peterson é um convite para que assumamos a responsabilidade de nossas próprias vidas. Aceitação de responsabilidades e de nossa culpa são as palavras de ordem em busca de uma vida que tenha sentido.

Se quiser ler as outras resenhas sobre os demais capítulos do livro:
12 Regras para a vida: Um antídoto para o caos (Jordan B. Peterson)

Resenha : Um Antídoto para o Caos (clique aqui)
Prefácio : Norman Doidge 12 Regras para a Vida (clique aqui) 
Introdução : 12 Regras para a Vida (clique aqui)
Regra nº 1 : Costas eretas, ombros para trás (clique aqui)
Regra nº 2: Cuide de si mesmo como cuidaria de alguém sob sua responsabilidade (clique aqui)

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12 Regras Para a Vida. Um Antídoto Para o Caos (clique aqui!)

Boa Leitura!

Um Antídoto para o Caos

Resenha: 12 Regras para a vida: Um antídoto para o caos
Resenha: 12 Regras para a vida: Um antídoto para o caos

Uma das inspirações para a criação desse blog foi a leitura do livro 12 Regras para a Vida: Um antídoto para o caos, do psicólogo e escritor canadense Jordan B. Peterson. Momentos complexos da nossa existência nos fazem buscar armas para os combates da vida. Pois bem, esse livro foi a melhor que eu encontrei.

12 Regras para a Vida foi um best seller mundial, pois, apesar de parecer um livro de auto-ajuda pelo seu título, se trata na verdade de um tratado sobre como lidar com o caos (que pode ser entendido como as situações que geram sofrimento) e como um pouco de ordem nos abre caminhos para uma vida mais plena – Mas nunca imune ao sofrimento. Lide com isso (risos). Sim, o autor não tem medo de quebrar nossas concepções sobre como a vida deve ser sempre feliz e linda.

O referido livro tem a capacidade de mudar a visão sobre a ordem e o caos no mundo. O autor, Jordan B. Peterson, faz a ligação entre esses elementos e os compara com o símbolo do “yin yang”, referência à conhecida representação da filosofia chinesa que estabelece, simplificadamente, o equilíbrio entre luz e trevas, ou ordem e caos.

Iniciarei os trabalhos no blog Desenvolvimento Pessoal para Hoje! com o desafio de elaborar sínteses dos principais insights do livro e de transmitir um pouco do imenso aprendizado que tive a partir da leitura da obra. Desejo profundamente que as 12 Regras para a Vida auxiliem de maneira prática à vida de quem estiver disposto à tirar o melhor dos piores momentos.

Se quiser ler as outras resenhas sobre os demais capítulos do livro:
12 Regras para a vida: Um antídoto para o caos (Jordan B. Peterson)

Resenha : Um Antídoto para o Caos (clique aqui)
Prefácio : Norman Doidge 12 Regras para a Vida (clique aqui) 
Introdução : 12 Regras para a Vida (clique aqui)
Regra nº 1 : Costas eretas, ombros para trás (clique aqui)
Regra nº 2: Cuide de si mesmo como cuidaria de alguém sob sua responsabilidade (clique aqui)

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